Queria beber os lábios que desconheço, sentir a brisa do seu toque...
Anseio a penumbra que define o nosso encontro... perder o fôlego com a onda que o teu olhar sempre provoca, sentir o pulsar do arrepio que a imagem do teu toque inscreve... Humedeço os lábios para sentir o sal da tua voz e procuro as palavras que secas na ausência... Aguardo os passos de uma dança prometida, brisa de uma noite sonhada...
Intenso te inscreves sal no meu corpo. És onda fecunda dos instantes, compasso irregular dos sentidos. És brisa fugaz de um toque húmido, luxúria sonhada de uma maresia lunar.
Son de sangre las lágrimas con que te lloro... recuerdo tu sonrisa, única... tus ojos, tan dulces... mi preciosa, daría mi vida para te volver a abrazar...
Espero-te. Indiferente ao tempo, sem ânsia de futuro. Absorvo a tua timidez e deixo-me encantar por quem fantasio. Intrínseco e ímpar, guardo-te na passagem das horas.
Desconheço o teu sabor. Porém, é o teu sal que sinto sempre que humedeço os lábios. Mergulho na transparência do teu olhar na esperança de uma brisa, fecunda e suave, intensa e flutuante. És o enigma que me percorre os dias, onda que me impede as noites.
É a água do teu olhar que me envolve, num toque sonhado... Intenso em mim te inscreves, indefinidamente... Dissolvem-se as defesas... suavemente me deixo encantar...